Trabalho de Conclusão de Curso

Metodologia

Nesta pesquisa o Rio Jucu seria apresentado, prioritariamente, na forma de fotografias. Entretanto, no desenvolvimento deste trabalho escrito viu-se a importância e a necessidade de mostrar dados históricos, relatos de moradores e informações de outras fontes.

A produção das imagens desta pesquisa foi realizada de forma teórica e aplicada. Os passos para se chegar ao resultado final, com as histórias das visitas a campo, estão explanados ao longo do texto da próxima parte desta obra. Para este trabalho, inicialmente, foi realizada uma análise da bibliografia escolhida e dos documentos disponíveis sobre o Rio Jucu. Depois, com a base já adquirida, foram realizadas as fotografias e entrevistas com os moradores que, de uma forma ou de outra, possuem relação com o Rio Jucu.

Para isso, foram promovidas visitas e entrevistas com os habitantes da região e pessoas que circulam por lá. Como já descrito nesse trabalho, as pesquisas tiveram início há dois anos, o que permitiu grande acúmulo de conhecimento e inserção no meio pesquisado. A conquista da confiança dos entrevistados foi fundamental para o bom andamento das pesquisas.

O observador se insere no grupo pesquisado, participando de todas as suas atividades ele acompanha e vive a situação concreta… O grupo, ou qualquer elemento do ambiente, não interfere na pesquisa, nem no tipo de informações registradas… O pesquisador pode ser ‘encoberto’ ou ‘revelado’ (SAPERAS apud PERUZZO, 1998, p.134)

Com o trabalho fotográfico em mãos, foi promovida busca por patrocínio para exposição do material em local e grande circulação de pessoas, no entanto não obtive sucesso. Contudo, o material foi exposto de forma virtual, na internet (www.riojucu.wordpress.com), com sucesso pelos elogios recebidos.

Para referências bibliográficas, utilizei obras de Boris Kossoy, Pedro Jorge Souza, Cláudio Kubrusly, Susan Sontag, entre outros livros e trabalhos acadêmicos. Além disso, fiz uso de acervos pessoais, entrevistas e sites de internet e revistas.

 

A escolha pelo digital

Este trabalho fotográfico foi todo realizado com captura de imagens em câmera digital. O equipamento escolhido foi o modelo FinePix S9100, da empresa japonesa Fuji. A escolha pela máquina digital em detrimento da analógica se deu por uma série de motivos. O principal e mais decisivo foi, sem sombra de dúvida, o financeiro. A economia com filme fotográfico e a possibilidade de pré-visualizar a imagem instantaneamente, e assim evitar idas e vindas ao objeto fotografado para possíveis retrabalhos, foram fundamentais na escolha do equipamento.

A agilidade e o tamanho do equipamento também permitiram uma mobilidade maior, além de possibilitar ângulos diferenciados com controle do enquadramento e do ângulo, possibilitados pela lente digital, livrando-me da necessidade de estar com o olho no visor. Uma observação importante é a possibilidade de se realizar uma grande quantidade de imagens a custo zero. E isso dá ao fotógrafo a opção de promover diferentes enquadramentos e testes de distância focal e a luminosidade.

Luiz Fernando Martinez em seu trabalho de dissertação A intenção por trás das lentes, resume bem algumas das vantagens e desvantagens do uso digital da fotografia.

As evoluções tecnológicas somente fizeram com que os fotojornalistas tivessem cada vez maior possibilidade de êxito em suas jornadas. Câmeras menores, com objetivas potentes, foco automático, filmes rápidos e a partir de 1986 com o lançamento pela Kodak da câmera digital de 1.4 megapixel. Os fotógrafos obtêm uma maior possibilidade de intervenção não somente quando da captura da imagem, mas agora manipular uma fotografia, até mesmo após a captura da imagem pela câmera já é possível. Cai nesse momento por terra a antiga e enganosa ideia de que a fotografia não mente (MARTINEZ, 2005, p.44)

Assim como o desenvolvimento da fotografia analógica, a digital surgiu como consequência de anos e anos de acúmulo de conhecimento para captura e armazenamento de imagens eletronicamente. No digital, a imagem passa por um processo eletrônico de captura da luz, diferente do analógico, no qual há reação química para processo da imagem.

A economia, assim como em outras áreas, influencia de forma decisiva também na fotografia. Com a fotografia digital é possível realizar trabalhos de forma mais rápida, otimizando tempo e custos. Além disso, o filme fotográfico não é utilizado nesse tipo de equipamento. Apesar da necessidade de se utilizar o cartão de memória, os gastos na compra desse dispositivo são bem menores que a aquisição de muitos filmes fotográficos.

Outra vantagem do digital sobre o analógico é a visualização da imagem captada no mesmo momento no qual o registro é realizado, por meio do visor de cristal líquido (LCD). Por esse mesmo visor, é possível pré-visualizar a imagem com todos os dados de ajustes da câmera e seus reflexos sobre o objeto a ser fotografado. Isso dá ao fotografo um domínio sobre a captura da imagem e seu resultado.

Essas vantagem são vistas por muitos fotógrafos como algo prejudicial, pois eles consideram a possibilidade ilimitada de fotografar como um banalizador da imagem. A discussão sobre esse tema é válida, no entanto, essa capacidade que o fotografo passa a ter de fotografar sem se preocupar com os custos de captura, possibilitou a ele a experimentação de enquadramentos e exposições, expandindo sua criatividade a níveis que antes seriam impensáveis pelo gasto financeiro.

A agilidade permitida pelo meio digital é outro fator de destaque. As câmeras digitais possibilitam a edição automática das imagens, pois as fotos já realizadas podem ser visualizadas ainda no equipamento e apagadas sem a interferência de outro dispositivo. Além disso, o fotografo pode verificar o andamento de seu trabalho e promover possíveis correções para que suas fotos saiam da forma planejada, evitando assim um retrabalho futuro.

O processo de pós-produção da fotografia também sai ganhando com o digital. A transferência da imagem da câmera diretamente para o computador, sem a interferência de outros equipamentos, possibilita, além de economia de tempo, menor possibilidade de perda da qualidade no processo de tratamento.

 

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